| Ausências notáveis |
O mundo da moda está intrinsecamente ligado ao mundo do cinema. Principalmente quando o assunto é red carpet, e no caso especifico, o mais importante red carpet do ano: o do Oscar. De olhos grudados na tevê vimos muitos Marchesa, Elie Saab, Armani Privé, Chanel Couture, um Givenchy, um Oscar de la Renta, um Valentino, um Dries van Noten, um Dior e um YSL desfilando na entrada do evento. Mas não vimos Anna Wintour! Vozes corriam anteontem em Paris, de que a über editor voltara para os States no meio da semana mais importante do calendário outono inverno 2010, só para presenciar a cerimônia de entrega dos Academy Awards...mas não a vimos em lugar nenhum. Além de Anna, outras ausências também foram percebidas. Uma delas foi, na verdade, uma grande falha dos organizadores do Oscar, que se esqueceram de mencionar Farrah Fawcett durante a usual homenagem às estrelas falecidas no último ano. De caráter menos triste (para nós, obviamente), a última ausência foi a de Lindsay Lohan hoje de manhã, na passarela de Emanuel Ungaro em Paris. Única explicação - curta e grossa - do rp da maison, foi que Miss Lilo não participara desta coleção, inteiramente concebida pela designer Estrella Archs. No entanto, conversas de bastidores afirmam que a pequena Lindsay fora despedida sem aviso prévio antes do desfile e que não fazia idéia de que isso iria acontecer (provavelmente ela era a única a não imaginar essa possibilidade!), por isso pipocou feito uma descompensada nas front rows de outros designers essa semana. Quem sabe quando veremos de novo sua carinha?

Kate Winslet e seu arquitetônico longo YSL! |
Postado em: 2010-03-08 19:06:34
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| Let's go quoting! |
Irônicos, polêmicos, mordazes ou simplesmente hilários, os personagens da moda soltam o verbo no Twitter. Eis algumas opiniões sobre moda, desfiles, tendências que encontrei fuçando os blogs dos fashionistas internacionais. Em alguns casos, uma frase vale mais que mil imagens...preparem-se!
Sarah Mower sobre Tavi Gevinson:“No show da Dior [haute couture], estava tentando chegar ao backstage para entrevistar John Galliano, quando de repente ao meu lado surgiu uma figura pequenina, de cabelos cinza que, de costas, parecia mais uma senhora japonesa setuagenária fanática de moda, pois estava vestida dos pés à cabeça em Comme des Garçons. Quando entrou no espaço sagrado antes de mim e se virou para trás, eu pude ver, com um espanto difícil de disfarçar, que era Tavi Gevinson… Não estivesse tão ocupada em tentar atrair a atenção de Galliano, teria perguntado ao senhor Gevinson por quê ele pensa que seja correto tirar uma criança da escola para levá-la aos shows de alta costura, onde é tratada como celebridade pelos paparazzi. Ou por quê ele achou tão legal sua filha aparecer em revistas como a Pop e a Love ano passado.”

Donatella Versace lembrando-se dos bons tempos: “Kristen chegou com raízes pretas e cabelo loiro e Linda chegou com raízes pretas e cabelo loiro; e as duas enlouqueceram, uma dizendo para a outra que tinha feito antes!”

Donatella Versace sobre a beleza natural: “Nem lembro mais qual é minha cor natural de cabelo. Natural? O que é natural? O que seria isso? Não acredito em ‘natural total’ para as mulheres. Para mim, natural tem mais a ver com os vegetais.”
Donatella Versace sobre sua infância: “Sou uma viciada em moda desde que tinha onze anos. Já usava minissaias e botas de couro envernizado.”
Chanel Iman sobre sua futura carreira como dj: “Acabo de baixar mil novas musicas. Você tem que criar uma playlist e pesquisar sobre como se toca... chamei um casal de amigos em casa, sentamos e ficamos escolhendo as musicas [para a playlist]. Vou levá-los comigo nas festas, para que me ajudem com o backup. Assim se tiver algum problema, outra pessoa assume o comando da pick-up e me salva.”

Carmen Kass sobre NY: “Lugares como Nova Yorque são simplesmente muito intensos, demasiado focados em dinheiro e ambição; é tudo muito superficial para mim.”

Kate Moss sobre um segredo pessoal: “Não sou exatamente uma fashion designer. Eu apenas amo os vestidos. Nunca estudei moda. Não sei desenhar. Não sei cortar, costurar ou coisas assim. Eu sei encurtar as coisas. Sei transformar um xale num vestido.”

David Bonnouvrier (fundador da Agência DNA) sobre modelos: “é a moda do ‘não pergunte, não responda.’ Não pergunte sua idade e a menina não precisará responder.”
Anna dello Russo sobre street style: “Todo esse papo de street-style hoje em dia se tornou um verdadeiro trabalho, tudo tem que estar planejado e concebido com antecedência; não existe casualidade. Os looks devem estar prontos com antecedência… eu só espero que isso não tire a espontaneidade das fotos e que as coisas não acabem se tornando falsas.”

Eniko Mihalik sobre Karl Lagerfeld: “Eu tinha medo dele! Acho que muitas pessoas têm medo dele, para ser sincera. Acho que nunca cheguei a falar com ele realmente - tenho ainda medo dele! Sou muito tímida. Mas cada vez que me confirmam là [na Chanel] é sempre uma coisa fantástica. Se um dia me disserem, ‘ Eniko, queremos que você faça nosso show, mas não poderá fazer nenhum outro show alem do nosso, ’ eu diria, ‘OK! ’”

Steve Madden, o sapateiro das celebridades americanas, sobre Prada: “Desenhamos sapatos todos os dias, e somos tão criativos quanto a Prada. Estamos criando tanto quanto uma Prada ou uma Chloé da vida.”

Natalia Vodianova sobre cerveja: “Consigo arremessar e pegar no ar 52 “biscoitos” de cerveja com uma mão só. Como aprendi a fazer isso? Bebendo muita cerveja, claro.”

Daphne Guiness sobre véus: “[O véu] te dá aquela leve distancia das coisas. Tudo fica meio granulado, como num filme super oito. Óculos de sol são ótimos, mas eu sempre me sinto um pouco “pretensiosa” quando uso óculos.”

Hedi Slimane sobre o futuro da moda: “As revistas virtuais virão bem antes de suas versões impressas na próxima década... além disso, o imediatismo é melhor do que noticia velha. O processo de “fabricação” de uma revista é de longe muito demorado para este mundo, pois por definição a idéia da moda é sobre o “agora”. E neste momento, eu acredito que seja ainda mais sobre o “agora” do que nunca.”

Karl Lagerfeld sobre saldos e liquidações: “Ah, eu tive essa estranha idéia hoje, me diga o que acha. Eu detesto vendas em liquidação nas lojas, acho tão degradante, então seria necessário que existisse uma loja especial só para vendas de saldos. As pessoas que compram uma roupa a preço pleno não deveriam ser obrigadas a encontrar quem compra a mesma roupa pela metade do preço algum tempo depois... assim se você não puder pagar o preço cheio, você pode ir pra la!”

Cathy Horyn sobre as passarelas de Milão: “Os shows de outono por aqui, agora que acabaram, foram muito parecidos com uma versão sem álcool do filme de 1945 de Ray Milland ’The Lost Weekend’. O que isso significa? Uma infinidade de roupas feias abarrotadas em quatro dias de shows com os editores irritadíssimos com a falta de diversão (“ Socorro, preciso de um drink!”) e o blogueiro Bryanboy anunciando em seu Twitter que tinha encontrado um casaco de pele de Dolce & Gabbana de graça.”

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Postado em: 2010-03-02 19:53:14
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| Let's go to London! |
Após o sucesso da passada edição da London Fashion Week – que começa hoje e vai até 24 de fevereiro – as marcas Pringle of Scotland, Matthew Williamson, Antonio Berardi, Burberry e Jonathan Saunders decidiram desfilar na capital britânica mais uma vez.
O fermento fashion teve ontem à noite seu inicio oficial, com uma festa de gala na sede da Somerset House, presenciada por Naomi Campbell e seu Fashion for Relief Haiti que realizou um leilão beneficente de carros Lotus Evora. Além disso, no mesmo edifício foi organizada uma homenagem a Alexander McQueen através de uma pequena galeria de 40 iPods, contendo imagens de suas coleções. Há também um espaço para mensagens de condolências que serão entregues à família do estilista.

A 26° LFW marca o retorno de marcas como a Daks, cuja coleção desenhada por Philip Scuffi se inspira nos anos quarenta, e o ingresso de novos nomes como a Jena.Theo e a marca desenhada pelo turco Hakaan Tildirim, vencedor do passado Fashion Fringe . Entre os desfiles de hoje figuram nomes como Hannah Marshall, Jean-Pierre Bragança, o duo australiano Sass & Bide. Sábado serà a vez da nova geração de designers ingleses - Aggugini Kinder, Emilio de la Morena, Charles Anastase, Mary Katrantzou e Mark Fast. Domingo as atenções vão a Vivienne Westwood, Richard Nicoll e Louise Goldin. Paul Smith, Christopher Kane e Marios Schwab (novo diretor criativo da Halston) desfilam segunda-feira enquanto terça-feira os “bigs” entram em cena: Burberry Prorsum, Peter Pilotto e Basso & Brooke.
Quarta-feira é o dia da moda masculina com os desfiles de Aitor Throup - que trabalha com a CP Company, Stone Island e Umbro - James Long, JW Anderson, Christopher Shannon e A Child of the Jago, a marca criada por Joseph Corre, filho de Vivienne Westwood e co-fundador da Agent Provocateur. No cronograma de apresentações encontram-se enfim Mulberry, Eley Kishimoto, Clements Ribeiro, Issa London e Twenty8Twelve, a marca criada por Sienna Miller em colaboração com a irmã Savannah.
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Postado em: 2010-02-19 15:44:52
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| Models and beyond! |
Rápida excursão no mundo das modelos, para ver quem está arrasando nas passarelas nova-iorquinas. Felizmente o fenômeno da hipermagreza, por enquanto ao menos, está restrito ao Brasil mesmo. Meninas doentes ainda não conquistaram as passarelas americanas, com exceção de duas aparições de Luana Teifke e uma de Alicia Kuczman (ambas fizeram Marc Jacobs - mas isso provavelmente tem a ver com o patriotismo de Mr Lorenzo Martone - e Luana apareceu também em outro desfile que agora não lembro). Vale lembrar que a fashion week ainda não acabou e muito ainda pode acontecer. A esse ponto, porém, já identifiquei minhas garotas favoritas. Como de costume os desfiles estavam recheados de tops e super tops (Alek Wek, Natalia Vodianova e Karen Elson reapareceram em ótima forma!), mas o que me interessou mesmo foi a quantidade de neo tops e new faces da estação. Como sempre algumas figurinhas se repetiam desfile após desfile, algumas sem atrativos particulares (áurea luminosa que acende a passarela quando a menina faz sua entrada!), outras de deixar o queixo caído. Entre essas belezas carismáticas cito em ordem esparsa meninas já famosas e outras menos como Jacquelyn Jablonski, Alla Kostromicheva, Bregje Heinen, Frida Gustavsson, Lindsey Wixson, Marike Le Roux, Ylonka Verheul, Yulia Kharlaponova, Sigrid Agren, Jac (só Jac!) e minhas preferidas em absoluto, Georgina Stojikovic e Anna Selezneva.
Entre as brasileiras, que atravessam sem sombra de duvidas uma fase de baixa, vi algumas tops (Bruna Tenório, Daiane Conterato, Aline Weber, Gracie Carvalho), Lovani Pinnow, Lais Ribeiro, Martha Streck, Indiamara, Debora Muller, Luana Teifke e Alicia Kuczman. O desfile de Alexandre Herchcovitch está marcado para amanhã, quarta feira, e não é dito que outras belezuras tupiniquins não apareçam por lá. Mas infelizmente a colheita não foi das melhores esta estação. Alem disso já tive acesso aos show packages para Londres e ao que tudo indica não haverá muitas surpresas nos castings ingleses. Espero estar enganado!
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Postado em: 2010-02-17 01:49:45
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| Indiamara - modelo do mês |
Indiamara é a unica newface brasileira a ter sido escolhida pela agência americana IMG para participar dos desfiles de outono inverno nesta temporada internacional.

No Brasil fez 15 desfiles no ultimo SPFW e Fashion Rio.
Natural de Faxinalzinho (RS), já esta em opção para Prada e Miu Miu de acordo com o site Models.com.

Suas medidas?
Altura: 1,80m
Busto: 78cm
Cintura: 60cm
Quadril: 86cm
Sapatos: 41
Cabelo: castanhos
Olhos: castanhos

No Brasil, Indiamara é representada pela AMZ Model Management.


 Marc Jacobs A/W 2010
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Postado em: 2010-02-15 17:58:38
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| Alexander McQueen (1969-2010) |
De todas as notícias que eu esperava receber nesse primeiro dia de fashion week, a mais triste e arrasadora foi a que antes chegou: Alexander McQueen, designer inglês de 40 anos, se matou.

Todas as principais manchetes estão escrevendo sobre ele, sua trajetória, seu kharma. Aqui no fashionphobic resolvemos não acrescentar palavras à infinita perda que o mundo da moda sofreu. O gênio de McQueen é insubstituível, inigualável e eterno!
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Postado em: 2010-02-11 15:17:34
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| Ok, let's go not to Milan! |
“Mrs Wintour não apreciou!” - Esta frase é o pesadelo de muitos designers, mas certamente não preocupa Diego Della Valle, mais conhecido como dono da marca Tod’s e numero um da holding Della Valle (dona de outras marcas não só de made in Italy, claro!). Muito pelo contrario! Ao que suas últimas afirmações indicam, Della Valle está prestes a iniciar uma guerra aberta com a editora chefe da Vogue US. Por quê? Well... Mr Tod’s quer salvaguardar a kermesse fashion em Milão e não gostou que este ano, pela primeira vez, o calendário definido pela Camera della Moda Italiana parece ter dado ouvidos às infinitas queixas de Mrs Anna e concentrou a maioria dos desfiles em 4 dias.
Não é novidade a falta de consideração e interesse que Anna Wintour reserva à semana de moda de Milão. Há 5 anos já se apostava sobre sua presença/ausência nos front rows italianos. Sua assessoria nunca confirmava presença até o último instante e nem queiram saber o caos criado - se a memória não me falha foi num show da Etro - quando a editora resolvera presenciar, comunicando sua participação apenas uma hora antes do inicio! De fato, não é de hoje a notícia que para Mrs Wintour as passarelas milanesas devem ser concentradas em três dias de tour de force. Para ela os desfiles interessantes são poucos: Versace, Gucci, Prada, Armani, Fendi (por Karl Lagerfeld, óbvio!) e talvez Dolce & Gabbana. Se me esqueci de algum não faz mal, certamente são tão poucos que se contam nos dedos de uma mão.
Pessoalmente também estou cansado de assistir a shows ridículos, chatos, decadentes como os de Seduzioni Diamonds, Byblos, Coveri, para citar alguns, mas de toda forma minha simpatia vai para Della Valle, que ousou dizer em claro e bom tom o que pensa dos diktats de Anna Wintour numa entrevista para o jornal italiano Il Corriere della Sera. Além disso, o fashion system ainda depende - tanto em termos econômicos quanto produtivos (know-how) - da península itálica. Por si só, isso deveria bastar para calar a inglesinha que já deixou claro que estará em solo italiano apenas entre os dias 26 e 28 de fevereiro. Quem serão os sortudos que poderão contar com aquele corte Chanel em suas primeiras filas? As apostas estão mais uma vez abertas, mas o que já se sabe é que nem Prada nem o querido Karl/Fendi estão entre eles, pois infelizmente ambos desfilarão dia 25. Até quando esse cabo-de-guerra vai continuar?

Irmã Anna Wintour, Santa Já!
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Postado em: 2010-02-11 01:30:21
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| Let's go party instead... |
A moda americana está a apenas um dia de começar, mas se você estiver em NY e não quiser seguir os desfiles, no problem, foram divulgados hoje os TOP PARTIES da semana. E estas festas, provavelmente, você não vai querer perder, vai?
Dia 11
1. Lançamento do livro de Olivier Theyskens na Barneys (66, Madison Av.) a partir das 17.30
2. Recepção L.A.M.B nos estúdios MILK para a imprensa e amigos a partir das 19hrs
3. After party de Jen Kao no TBD a partir das 22 hrs
4. Keith Haring by House of Field (Good Units,353 W. 57th st.) a partir das 22 hr
Dia 12
1. Exposição e Party “Fashion Loves Hanuk” (57 Bond St., at Bowery) a partir das 19.
2. Jantar organizado pela Ruffian (The Box, 189 Chrystie, nr. Rivington) a partir das 21
3. Seven New York Party, no Tribeca Grand a partir das 22
4. After party de Charlotte Ronson (Avenue, Tenth Ave. at 17th St) a partir das 22.30
5. After party de Rag & Bone (Provocateur, 18 Ninth Ave., at 13th St.) a partir das 22
Dia 14
1. Lançamento de Richard Chai (White Slab Palace, 77) a partir das 23
Dia 15
1. Abertura da loja Bebe em Soho (488 Broadway, nr. Broome) a partir das 18 hr
Dia 18
1. After party de Calvin Klein (A Studio on Little West 12th St.)
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Postado em: 2010-02-10 15:19:02
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| Potpourri pré-coleções |
Sobre a moda como termômetro da sociedade, a editoria do papel fadada à extinção e a menina prodígio fashion.
O começo de 2010 está quente e úmido aqui em São Paulo, mas não me refiro só ao calor equatorial e às chuvas monçônicas que castigam a cidade quase quotidianamente. O setor ‘moda’ está em pleno fervor. Enquanto as marcas tupiniquins começaram a produzir suas coleções outono inverno, e as respectivas campanhas, eu prefiro ficar de olho nos pássaros migratórios (as modelos!) que em breve aparecerão nas passarelas mais importantes do globo: NY, Londres, Milão e Paris. Meus parabéns às meninas escolhidas pela agência IMG que, não querendo ou podendo abrir mão das brasileiras, desta vez elege apenas dois nomes para o exterior: Indiamara (AMZ models) e Barbara di Creddo (Ford). Todos sabem que outras belezuras também estão participando dos castings em NY, mas o apoio da IMG certamente fará uma grande diferença na hora do ‘vamos ver’. E a über agência americana (que possui mil e uma atividades no setor!) não quis as hiper magras. Regozijo. Sai da piscina hoje à tarde e fui fazer uma visita de cortesia à querida equipe da AMZ models...fiquei felizmente surpreso com as fotos em antemão de Indiamara. Mudaram drasticamente seu look nos EUA, mas por questões hierárquicas (as fotos foram prometidas a um famoso site de fofocas, como exclusividade) e lealdade para com os amigos ainda não posso divulgar suas fotos. Tudo bem, outros furos virão!

Voltando à moda propriamente dita, e a seu papel como medidor do air du temps, devo dizer que não gostei particularmente dos desfiles franceses de haute couture. Por quê? Bem, a princípio não tinha notado, mas efetivamente existiu um denominador comum nas piores e melhores passarelas parisienses: o estranho mundo de Avatar. Filme fantasy/delírio em que a qualidade do roteiro infelizmente não corresponde ao know how dos efeitos especiais. O design gráfico certamente compensou os milhões de dólares investidos no projeto, mas a ausência de bons atores e a trama – um clichê estapafúrdio - não fizeram jus aos bilhões de dólares ganhos e às múltiplas indicações ao Oscar que o filme recebeu. Em Paris, Jean Paul Gaultier - que foi o melhor - e Valentino (absolutamente longe de ser IL Valentino!) propuseram deliberadamente em seus shows uma mulher Avatar e a noticia de hoje é que Christopher Bailey resolveu transmitir em 3D o próximo desfile da Burberry. Foram portanto escolhidas algumas locações em NY, Paris, Dubai, Tokyo e Los Angeles, onde sortudos convidados poderão assistir, em tempo real e com a famosa tecnologia de Avatar, ao desfile que acontecerá pela segunda temporada em Londres.

Dá quase mais vontade de ir ao cinema do que ao desfile! O virtual está se tornando mais apelativo do que o real? Longe de julgamentos morais, éticos ou deontológicos, eu acredito que em muitos setores, passar do material ao virtual seja uma evolução natural, mas que não necessariamente isso tenha que se tornar lifestyle. Por exemplo, revistas americanas como Vogue, Allure e Marie Claire perderam respectivamente 15.1%, 17.2% e 14.6% de suas vendas no segundo semestre de 2009 e a causa disso é atribuída ao pipocar dos sites online, gratuitos e infinitamente mais interessantes tanto para os leitores quanto para os anunciantes. Claro que essa elucubração deve ser tomada com a máxima cautela, mas é inegável que a era dos impressos está chegando ao fim. Pessoas antenadas sabem muito bem disso, como é o caso da adolescente Tavi Gevinson. Nunca ouviu falar dela? Duvido que ainda não tenha visto uma foto sua na internet (ou numa revista de moda)! Ok, não faz mal, não se preocupe, eu também não sabia quase nada dela antes de começar a pensar nesse post (o que de alguma forma comprova a premeditação da minha loucura!). A verdade é que a menina é estranha: veste-se como “fashion expert”, escreve como “fashion journalist”, é convidada vip aos desfiles mais importantes do planeta e cursa regularmente uma escola do interior americano onde se diverte em chocar seus amiguinhos com seu estilo quanto menos bizarro.

Seu blog virou cult. Comecei a ler ontem e não pude parar, mas ainda não formei uma opinião completa sobre o assunto. Tavi pode ser um prodígio: conhece a moda em detalhes, fala abertamente de sua paixão por Comme des Garçons, Rei Kawakubo, estilo vintage e outro dia até elaborou um post sobre feminismo. Critica sem meias palavras, demonstrando confiança, conhecimento, gênio e humor. Cita personagens como Roger Ebert, Kathleen Hanna e Tanya Gold (tive que usar Google, admito!) em posts hilários que beiram o absurdo (mas assustam por não o serem) e conclui tranchant que só existem dois tipos de blogger: os negativos (típicos, sarcásticos, trolls* da internet) e os positivos (otários medrosos, etc.).
Ficou interessado? Dê um pulo no blog da garota clicando aqui!
* Um Troll, na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas (fonte Wikipedia)
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Postado em: 2010-02-08 23:11:42
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| New York Outono Inverno 2010 |
Os motores da temporada outono inverno se aquecem e Nova York está em plena agitação. Notícias de última hora começarão ao chegar quase todos os dias, portanto fiquem antenados no Ok, Let’s go! para saber com antecedência tudo o que vai rolar na próxima fashion week.
 ilustração por Kat McLeod
Hoje divulgamos o calendário do principal evento nova-iorquino, a Mercedes Benz Fashion Week, pois o MAC&MILK ainda não divulgou o seu, mas parece este ano que a McQ – a marca low cost de McQueen – desfilará junto com Proenza Schouler, Erin Fetherston, Preen, Costello Tagliapietra, ADAM, Temperley London, Alexander Wang e Threeasfour no evento paralelo. Boatos de que o próprio Alexander McQueen esteja pensando em antecipar seu desfile parisiense e mudar-se para NY também surgiram, mas por enquanto nada foi confirmado. Veremos.
Mercedes Benz Fashion Week (NYC, 11- 18 de fevereiro)
Quinta Feira, 11/02
10 AM - BCBGMAXAZRIA
11 AM - RICHARD CHAI
3 PM - PORTS 1961
7 PM - THE HEART TRUTH’S RED DRESS COLLECTION 2010
8 PM - MIK CIRE by ERIC KIM
Sexta Feira, 12/02
9 AM - CYNTHIA STEFFE
10 AM - PROJECT RUNWAY
11 AM - YIGAL AZROUËL
12 PM - MICHAEL ANGEL
3 PM - CHRISTIAN SIRIANO
6 PM - NICOLE MILLER
8 PM - CHARLOTTE RONSON
9 PM - VENEXIANA
Sábado, 13/02
10 AM - LACOSTE
11 AM - GEORGES CHAKRA
1 PM - ANDY & DEBB
2 PM - ADAM
3 PM - ACADEMY OF ART UNIVERSITY
4 PM - PRABAL GURUNG
6 PM - TWINKLE BY WENLAN
7 PM - IRINA SHABAYEVA
8 PM - ARISE MAGAZINE AFRICAN COLLECTIVE - PART III
Domingo, 14/02
10 AM - LELA ROSE
11 AM - LUCA LUCA
12 PM - MALANDRINO
1 PM - DKNY
2 PM - REBECCA TAYLOR
2 PM - CALVIN KLEIN COLLECTION MEN’S
3 PM - HERVÉ LÉGER by MAX AZRIA
4 PM - DIANE VON FURSTENBERG
5 PM - TONYCOHEN
5 PM - Y-3
8 PM - CUSTO BARCELONA
9 PM - VASSILIOS KOSTETSOS
Segunda Feira, 15/02
9 AM - ZAC POSEN
10 AM - CAROLINA HERRERA
11 AM - CARLOS MIELE
12 PM - JILL STUART
1 PM - TRACY REESE
2 PM - DONNA KARAN COLLECTION
3 PM - MONIQUE LHUILLIER
4 PM - YEOHLEE
5 PM - TADASHI SHOJI
6 PM - ECCO DOMANI FASHION FOUNDATION
7 PM - PERRY ELLIS
8 PM – MARC JACOBS
Terça Feira, 16/02
9 AM - ELIE TAHARI
10 AM - BADGLEY MISCHKA
11 AM - VERA WANG
12 PM - RODARTE
1 PM - PAMELLA ROLAND
2 PM - MAX AZRIA
3 PM - DENNIS BASSO
6 PM - THUY
7 PM - TIBI
8 PM - NARCISO RODRIGUEZ
9 PM - TONI FRANCESC
Quarta Feira, 17/02
9 AM - TORY BURCH
10 AM - MICHAEL KORS
11 AM - NANETTE LEPORE
12 PM - RODARTE
2 PM - 3.1 PHILLIP LIM
3 PM - MILLY by MICHELLE SMITH
5 PM - ALEXANDRE HERCHCOVITCH
6 PM - ANNA SUI
7 PM - BRIAN REYES
Quinta- Feira, 18/02
9 AM - RALPH - AUREN
10 AM - RALPH LAUREN
11 AM - RALPH LAUREN
12 PM - ISAAC MIZRAHI
1 PM - TRIAS
2 PM - DAVIDELFIN
3 PM - CALVIN KLEIN COLLECTION WOMEN’S
4 PM - CALVIN KLEIN COLLECTION WOMEN’S
5 PM - J. MENDEL
6 PM - NAEEM KHAN
8 PM - TOMMY HILFIGER
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Postado em: 2010-02-03 21:32:17
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| Excuse me, Mrs Menkes! |
Quem nunca ouviu falar da inglesa Suzy Menkes? Musa do Fashionphobic, sumidade totêmica do mundo da moda e parte integrante da intelighenzia fashion desde que em 1988 começou sua carreira como repórter para o International Herald Tribune, seus textos têm geralmente o efeito de um tsunami: avassalam, chocam, surpreendem. Capaz de expor verdades como só pouquíssimos outros “eleitos” conseguem, Mrs Menkes acaba de prestigiar a Fashion Week de Berlim - que aconteceu em concomitância ao SPFW - de onde soltou o verbo e revelou o que há muito se intuía: por que as casas de moda (e suas assessorias) têm tanto medo da internet. O tema é global e, pelo visto, não é só por aqui que as grifes não vêem de bom grau (e, conseqüentemente, não convidam) um grande numero de veículos virtuais (o assunto já foi amplamente discutido e por mais que eu acredite na falta de capacidade de discernimento das assessorias tupiniquins, a verdade é que existe um surplus de sites, blogs e afins sem conteúdo, propriedade ou evidência no mundo da moda!). Mas vamos voltar à Suzy Menkes.

Para a editora o assunto é simples e, em sua simplicidade, assustador. As casas de moda não estão preparadas para o confronto. Querem manter o controle total e absoluto sobre tudo o que diz respeito a elas e a internet é um campo de batalha em que a liberdade de expressão não pode ser facilmente ‘controlada’. A condecorada jornalista define o problema nos seguintes termos: “as grifes se esforçaram muito nos últimos anos [...] para criar uma imagem bem definida e poder controlar assim essa imagem, gerindo-a nos mínimos detalhes – através da escolha das páginas nas revistas onde publicar suas campanhas, dos bairros onde abrir suas lojas, em dos locais estratégicos para posicionar seus outdoors nas cidades. E aí aparece o Twitter e alguém que saindo do show, digamos, da Louis Vuitton, tweeta imediatamente: ‘o desfile foi horrível, detestei. Sempre odiei a Louis Vuitton’. O perigo não está no comentário em si, negativo e bastante banal, mas no efeito que ele pode desencadear, do momento que os followers (seguidores) desta pessoa podem iniciar uma série incontrolável de feedbacks negativos. Diante essa falta de controle e imaginando uma repercussão global imediata de magnitude destrutiva, qualquer marca, por maior e bem sucedida que seja, acaba se apavorando.”
Concordo plenamente com a lógica, mas me pergunto se fechando as portas para os blogueiros, desprezando-os abertamente e dificultando seu trabalho de divulgação (negativo ou positivo que seja), as marcas não estejam alimentando o poder nefasto, exacerbando a virulência dos comentários e assim piorando ulteriormente sua imagem tão preciosa e preservada.
A situação é complicada, hoje em dia todo mundo possui um blog, um twitter, um facebook ou um social network parecido, onde expressa suas opiniões e é seguido por outras pessoas. Como discriminar então entre um blogger e o outro? Certamente não deve ser pela fama, pois quanto mais seguidores o blogueiro tiver, maior será o efeito cascata de um comentário maledicente! A preocupação das grifes é real, mas de todo inútil do momento que personagens famosos e muito seguidos nunca serão barrados na porta dos desfiles. Além disso, jornalistas e críticos de moda da imprensa ‘convencional’, também seguem os shows. Será que o que escrevem não tem o mesmo potencial impacto devastador de um tweet? Será que os jornais e revistas cartáceos por não serem imediatos, são mais facilmente controláveis? Ou será que a imprensa tradicional também teme seus colegas virtuais? Exorcizar o medo, proibir e esconder a cabeça na areia, feito avestruz, para não ter que enfrentar os fatos faz sentido num mundo de levianos sem espessor moral. O fashion system não é exceção, mas isso não passa de um escamotage obsoleto e portanto acredito que para se proteger das criticas e comentários negativos seja indispensável, antes de tudo, focar no produto. Afinal, se o que desfila nas passarelas realmente justificasse seu preço ou tivesse a qualidade esperada da marca, certamente esses tsunamis e calamidades virtuais não aconteceriam. Em suma, se, como postulou a senhora Menkes, a Louis Vuitton está tão preocupada com o feedback negativo dos 3 milhões de followers e potenciais compradores, seria mais construtivo eles repensarem a qualidade e o estilo de suas coleções, invés de dificultar e restringir (ainda mais!) o acesso da “ciber mídia” aos desfiles.
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Postado em: 2010-01-25 00:54:29
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| New faces |
As semanas mais importantes da moda masculina acabam de terminar, mas os jornalistas e buyers não terão muito tempo para relaxar agora. Dia 25/01 em Paris começam os shows de alta costura e logo em seguida o prêt-à-porter de NY (11-18/02), Londres (19-23/02), Milão (24/02-02/03) e Paris (03-11/03). A curiosidade para ver se as taquaras brasileiras conseguirão despontar nas passarelas internacionais agora que estão tão raquíticas quanto as russas, ergo teoricamente perfeitas para o padrão parisiense, é grande. O que posso dizer no momento, porém é que Michelle Lee, diretora dos castings dos desfiles de Marc Jacobs e Marc by Marc Jacobs, não escalou nenhuma new face brasileira para seus shows. Isso não significa que nossas belezas estejam fora dessas passarelas, mas certamente não é um bom sinal. Se a moda cansou das brasileiras, dificilmente haverá uma segunda brazilian revolution tão cedo. E se assim for, espero que as garotas voltem a se alimentar o mais rapidamente possível! Seguem algumas previews escolhidas por Michelle. Além delas figuram Nastya Kuznetsova, Melissa, Alina Krasina, Kristy Kaurova, Kristina Krivomazova, Julia Nobis e Georgia.

A chinesa Kiki Kang.

A olandesa Daphne Groeneveld.

A dominicana Reina Montero. |
Postado em: 2010-01-24 19:57:11
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| SPFW - 6° e ultimo dia |
Vou correr o risco e soar repetitivo, mas li hoje um texto escrito por um famoso jornalista que despertou em mim novas dúvidas quanto às preferências por modelos caquéticas nas passarelas brasileiras. Quero que interpretem esse prefácio aos desfiles do último dia como uma citação honrosa do trabalho de pessoas que considero e admiro, e não como uma crítica movida a outra crítica di per se já construtiva e muito necessária. Em seu artigo para a Folha de São Paulo, Fernanda Mena e Nina Lemos registraram a opinião de alguns insiders da moda brasileira como o stylist David Pollack e a super modelo Aline Weber. O primeiro diz ter tido problemas na hora de escolher o casting do desfile da Cavaleira, porque as meninas muito magras não são o perfil da marca. Efetivamente as meninas mais raquíticas ficaram para fora daquela passarela; ponto a favor do stylist. Já o que veio em seguida me deixou insatisfeito. Pollack atribui o fenômeno da hipermagreza ao fato das modelos estarem trabalhando muito no exterior, especialmente em Paris – aponta - e que lá o padrão vigente dita “carcassas”. Se assim fosse Lara Stone, modelo preferida de editores e designers franceses, não deveria estar esquelética também? Como pudemos ver ao vivo, ela está magra, mas aparentemente saudável e longe de se parecer com um cadáver. Aí chega a vez de Aline Weber, que esculhamba afirmando que “as piores são as russas”. Isso só demonstra que existe uma forte concorrência entre as belezas dos dois países (por sinal ganha pelas russas, considerando o numero de meninas soviéticas na mídia internacional!). Me desculpe a linda Aline, mas se todas as modelos estão magras de dar medo, qual seria o motivo das brasileiras não terem o mesmo êxito das russas? Profissionalismo, talvez? Sigamos em frente.
Em outro artigo do mesmo jornal, o festejado Alcino Leite Neto entrevistou o todo-poderoso Paulo Borges, idealizador, dono e diretor artístico de muitos desfiles do SPFW. Para Borges a culpa é dos grandes editores e fotógrafos que determinam os padrões de beleza e “para mudar esse padrão estético que está se espalhando pelo mundo, você tem que ir ao topo da pirâmide da moda”. Exatamente o que fez Alcino! O empresário prossegue declarando que no SPFW “fazemos o controle, mas não a seleção das modelos que participam. Isso compete às grifes, aos estilistas. Não somos coniventes com as escolhas feitas por eles, mas a escolha não está em nossas mãos.” Isso soa ainda mais estranho. Será que todas as grifes querem as mesmas meninas cadavéricas em suas passarelas? Eu creio que as marcas desejem a menina mais badalada e não necessariamente a mais magra. Se, como se comprovou nesta temporada, as meninas mais badaladas foram as cadáveres, então presumo que a culpa seja de quem as badala, não é? Estou cada vez mais propenso em acreditar que há uma verdadeira covardia latente nisso tudo. Ninguém se responsabiliza e a culpa é sempre de alguém que está mais longe, que é mais difícil de confrontar ou que simplesmente é mais poderoso. As garotas que desfilam aqui são brasileiras,os desfiles são brasileiros, o problema é brasileiro também. Assim como a solução - pelo menos por essas bandas - tem que estar em nossas mãos! David Pollack não escalou os esqueletos, por que os outros escalaram? Para resolver o problema, todavia não basta apenas o empenho pessoal de um ou de outro profissional ‘do contra’, mas é necessário um esforço sinérgico e coletivo de todos os profissionais do setor que, de alguma forma, são responsáveis pelas modelos. Em outras palavras, creio que as agências deveriam começar a valorizar mais o bem estar de seus meninos e meninas (o problema é evidente também em castings masculinos!), os designers parar de fantasiar mulheres que não existem (o tamanho 36 já representa um nicho de mercado bem exclusivo!), os editores assumir inteiramente a responsabilidade pela escolha das modelos que aparecem em seus veículos e os stylists, enfim, parar de querer chocar a todas as custas e focar nas roupas, não na modelo.

Alicia Kuczman (Way) e sua hipermagreza. Serà que a bela resiste até a próxima temporada?
Desfiles de Quinta feira, dia 21 de Janeiro:
Isabela Capeto:

Com muitos conjuntos e os sempre presentes vestidinhos multicolor, Isabela Capeto não inova nem surpreende, mas agrada as clientes. Sua mulher é a clássica “patricinha” urbana brasileira, longe de se tornar poderosa mulher de negócios. Improvável imaginar RP’s, CEO’s ou até mesmo editoras de moda européias e americanas usando sua moda nas ruas de Paris, Milão ou Nova Yorque. Difícil posicionar essa mulher em ambientes que fiquem muito distante da praia, mesmo que na coleção invernal tenham predominado os tons escuros e as mangas compridas. Os shapes continuam soltos, fluidos, curtos e essencialmente ‘desencanados’. Para o mercado brasileiro a coleção é perfeita.
Carlota Joaquina:

Sob a supervisão de Gloria Coelho, a marca Carlota Joaquina apresenta uma coleção em tons neutros, que se distancia dos detalhes e contrastes fluorescentes da estação passada. Bege, cinza claro, preto e petróleo dominam a passarela. As siluetas são bem marcadas e definidas, com saias e vestidos bem curtos. Decotes e muita pele aparecendo. Sente-se a necessidade de sofisticar a marca e os cetins aparecem. Trabalhos efeito origami mantêm-se constantes também na temporada invernal. No geral uma bela coleção comercial, que esbanja feminilidade e nos faz esquecer o susto da anterior.
Reserva:

Com a desistência de última hora da V.Room a marca carioca ganha destaque no SPFW. Destaque como pior moda masculina. Cafona, exagerada, bi-tri-tetrapolar, a marca apresenta o neo dandy, o surfista maneiro, o fashionista descolado, o motoqueiro fantasma, o lenhador canadense, e o roqueiro clichê na mesma passarela. Será que foi de propósito, ou foi falta de foco? Na dùvida fica a dica: se você for uma pessoa que ainda não possui um estilo próprio ou se seu estilo se encaixar nas categorias citadas acima, certamente a Reserva terá ao menos um look ideal para você.
Do Estilista:

Marcelo Sommer viajou para o universo Amish americano e criou uma coleção profundamente feia e sem cor, muito diferente de seu estilo alegre e vistoso. Por quê? As roupas, praticamente todas em tons acinzentados, ou pareciam surradas, ou costuradas em casa, ou velhas e desgastadas. Os shapes conservadores, com um quê de caipira, não ajudaram em nada. O quadriculado dominou. Vestidos com estranhos volumes lembram roupas herdadas da irmã mais velha. O destaque do desfile ficou por conta dos amigos de Marcelo que desfilaram na passarela, mas não entendi se eram os homenageados ou se invés disso eram eles que estavam homenageando o criador. Oh, dúvida cruel!
André Lima:

Não empolgou o último desfile da temporada, mas continua sendo de longe superior à maioria das passarelas desse 28° SPFW. André ama o verão e deixa isso bem claro, até no inverno. Minivestidos coloridos se intercalam a looks escuros ou pb. Laços e mais laços caracterizam sua coleção, romântica, feminina e poderosa. Gosto dele e do que faz, mesmo quando não solta fogos de artifício. Os longos “efeito bolo nupcial” podiam ser evitados, mas foram poucos e a moda festa de André Lima vai além deles. Os tecidos com diferentes toques e brilhos criaram maxi patchworks, às vezes lindíssimos como no caso do vestidinho roxo batata. No geral vimos belas roupas, bem feitas e como sempre, bastante exportáveis. André tem talento e não precisa seguir tendências.
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Postado em: 2010-01-23 21:01:05
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| SPFW - 5° dia - Beleza! |
Ah, beleza! Cadê tu? O que aconteceu com as sobrancelhas das modelos? Se foram! É o que dita o último trend tupiniquim: descolore as sobrancelhas e fique parecendo uma alienígena. Os rostos que desfilam por aqui já são os mais estranhos da moda (para não dizer feios!), mas as maquiagens definitivamente não ajudam a melhorar a situação. Claro, uma modelo como Luana Teifke segura o look. Afinal ela é a queridinha dos poderosos e, desde que esteja seca feito vara de bambu’, sempre terá seu lugar garantido nas passarelas, com ou sem sobrancelhas! Já as novatas...sei não. Fala-se muito de uma tal Alicia K., clone délavé de Geanine Marques, ainda por cima sem sobrancelhas! Pavorosa, raquítica e cabeçuda (o pescoço parece um raminho seco!) a coitadinha ficou com cara de doente terminal. Falta de bom gosto e bom senso total! Alguém achou bonito o que viu lá fora (realmente os looks alienígenas de Mc Queen arrasaram!) e resolveu apostar no look esquálido por essas bandas. E, não obstante os maquiadores brasileiros sejam ma-ra-vi-lho-sos, o que está desfilando nas passarelas não chega aos pés dos looks mcqueenianos! Previnam-se portanto e considerem-se avisados: se essa for uma tendência real – coisa que acredito ser – logo, logo as revistas explorarão o tema em toda sua amplitude e mais cedo ou mais tarde até vocês poderão arriscar esse estilo. Saibam que as meninas não rasparam nada, (depilar as sobrancelhas é perigoso, às vezes elas não voltam a crescer e não há nada pior do que maquiagem definitiva substituta que vai azulando com o tempo!) elas só descoloriram e para isso é necessário ir a um salão de beleza que tope arruinar pra valer a cara da cliente. E mesmo indo no melhor dos experts em make-up, não é dito que um dia seus queridos pelinhos voltem a ser o que eram antes. Fiquem atentos fashionistas de plantão!

Desfiles de Quinta feira, dia 21 de Janeiro:
Alexandre Herchcovitch (masc.):

O estilista Alexandre Herchcovitch possui um talento para a moda feminina, fato. A parte masculina eu não sei. O desfile cheio de caveiras era de dar medo, tanto pelo styling quanto pelas roupas. Não gosto de crânios, ossos e essa morbidez patológica que anda invadindo, às vezes mais latente outras mais descaradamente, o mundo da moda desde que nos longínquos anos 70 os punks começaram a se transformar em góticos, dark e afins. Gosta da morte? Se joga da ponte! Pessoalmente não consigo interpretar essa iconografia fúnebre toda como um jeito de exorcizar o medo do além-vida. Acho de extremo mau gosto e fruto da vontade de chocar. Quanto às roupas, o que vi foi um monte de quadriculados à la lenhador canadense ( uniforme dos bears mais rústicos!), alguns maxi animalier (girafa?), muito preto e branco, e losangos. Os casacos vêm direto do guarda-roupa feminino, com shapes estruturados, vazados, acinturados. Acho que vi um poncho, mas não tenho certeza, o susto foi grande!
OEstudio:

Não entendi nada do papo da estilista da grife carioca sobre se equalizar e reduzir ao essencial a coleção. Roupas feias, mal acabadas, isso sim, eu vi. Além disso, tudo se passou através de um vídeo, então fica impossível dizer algo sobre os reais caimentos e materiais utilizados no desenvolvimento de roupas que têm a pretensão de “equalizar” (O que? Quem? Como? Por quê? Ãhn?). A tentativa de trazer ao evento paulista um novo formato de comunicação valeu, mas o que foi apresentado não mereceu o esforço.
Jefferson Kulig:

Os estilista é um dos poucos casos na moda brasileira que possui uma identidade própria facilmente exportável e traduzível no panorama fashion internacional. Não é o único, claro, mas sua moda reflete um universo pessoal interessantíssimo, onde o artesanal se mistura ao futurista, materiais orgânicos fundem-se a tecidos tecnológicos e os resultados vão além do belo e vendável, sem por isso deixarem de ser belos e vendáveis! Gosto desta coleção rica de sabores, aromas, perfumes. Peças mais sofisticadas e conceituais ganham pinceladas vindas de trajes tradicionais chineses, indianos, russos enquanto uniformes alienígenas envolventes e hiper femininos desfilam com muita nonchalance.
Neon:

Os meninos da Neon propuseram uma mulher mais madura em sua passarela. Vibrante, estampada e tropical como sempre, mas com cortes menos infantis. Sobreposições foram exploradas e layers de cores saturadas combinaram direitinho. Ainda vimos caftans, exageros e um ou outro ‘erro de pontaria’, mas no geral o desfile correu bem. Destaque para o pied-de-poule, que por si só poderia ter inspirado a inteira coleção (vide SS10 de Christopher Kane, totalmente concebida sobre a estampa Vichy!).
Wilson Ranieri:

Ou Wilson é um talento sobreestimado, ou seus fornecedores estão se aproveitando dele. Suais idéias até que são plausíveis, as proporções acertadas e a cartela de cores bela, mas os acabamentos! Já está na hora de mudar de costureira. A proposta do estilista é uma mulher chique? Pois bem, é nos detalhes, nas costuras, nos caimentos que a mulher chique se destaca. É assim hoje, foi assim no passado e será assim sempre! E nem me venham com estórias sobre o cachê reduzido... é para isso que servem os patrocinadores, não para bancar o desfile na SPFW. Aliás, quanto mais desfiles eu vejo nesse evento, menos acho que a moda brasileira realmente precisa deles. A imprensa, os sites e os blogs continuam penando para conseguir convites enquanto assessores, seus amigos e os amigos dos amigos dos amigos de alguém que eventualmente um dia trabalhou ou ainda trabalha no evento, continuam a ter livre acesso às salas. Se isso não é preconceito, certamente é uma grande burrice!
Lino Villaventura:

O desfile fecha o penultimo dia do SPFW com chave de ouro. Alta moda, por mais que se queira definir prêt-a-porter. Os looks de Lino possuem a maestria dos grandes couturiers franceses e italianos. Os materiais, as texturas, os conceitos são estudados nos mínimos detalhes. As costuras milimétricas remetem ao ‘feito a mão’ a cada saída, tanto no masculino quanto no feminino. Lino é um artista antes que um estilista. Um verdadeiro artesão da moda. Seu inverno em tons escuros, ganha vida nos roxos, laranjas, vermelhos. A leveza das plumas enfeita e não sobrecarrega os looks. Os chapéus extraordinários também saem de seu atelier. Ouvi dizer na saída do desfile que muitas peças continuam iguais às da estação passada, que o estilo é sempre o mesmo. Pois bem, confundir a identidade forte de um criador com o conceito de mesmice é infelizmente algo bastante comum no meio fashion e isso irrita mais do que a “mesmice” em si. É fato.
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Postado em: 2010-01-22 15:52:01
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| SPFW - 4° dia |
Adoro as modelos! Simplesmente adoro essas girafonas desengonçadas que quando passam pela maquiagem e pisam na passarela viram rainhas de beleza. Todas as estações é costume eleger a menina da temporada e este inverno não será exceção. Antes que possam decretar oficialmente o nome da escolhida, gostaria de dizer que meu pódio já foi ocupado. E para ser mais sincero, já faz um tempinho que identifiquei em Laís Ribeiro uma estrela em ascensão. Graças à Tere Salas que a escalou para o editorial de Novembro See Amaze , lá estava ela linda, esbelta, simpática, fotogênica e, above all this , simples e sorridente. Não acredito que, agora que está na crista da onda, Laís mudará e começará a fazer carão, mas o que sei é que essa modelo merece todo o sucesso que está tendo. Torço por ti, Laís!
 Laís Ribeiro fotografada por Márcio Amaral para o fashionphobic
Desfiles de Quarta Feira, dia 20 de Janeiro:
Glória Coelho:

Dizem as más línguas que Glória, além de desenhar para sua marca e para Carlota Joaquina, ajudava bastante Reinaldo Lourenço em suas criações. As víboras que infestam a moda continuam especulando que agora, depois dos dois terem se separado, o ‘pobre’ Reinaldo está fadado a enfrentar o declínio. Pois bem, pelo que as últimas coleções dos dois estilistas mostram, a coisa poderia muito bem ser o contrário: Reinaldo inovou, Gloria quase que ficou com os mesmos shapes e trabalhos da estação passada. Tudo muito belo, luxuoso, bem acabado e bastante edgy, mas, tirando as cores, alguns volumes novos e os tecidos (menos couro, mais plumas), pouco mudou no imaginário futurista/romântico/conceitual da estilista. Ergo, algumas referências continuaram a se fazer sentir bem forte. Um exemplo são os cristais aplicados aos bodies segunda-pele transparentes que denunciavam abertamente uma ‘ligação’ direta com a ultima coleção de Miuccia Prada. Mesmo assim, quebro um galho em favor de Glória e, tendo que escolher entre sua coleção inverno e a coleção da italiana, fico com a dela!
Erika Ikezili:

Reconheço minha ignorância. Nunca tinha ouvido falar dos artistas que inspiraram Erika em sua coleção de inverno. Pode ser que ela tenha sido literal na interpretação das obras ou no uso da palheta de cores, mas eu falarei pelo que sua moda me diz. Um tanto quanto exagerada nas volumetrias, gostei dos tons e das texturas. Os materiais são sofisticados e trabalhados em plissados, bordados, fiados e dobraduras. O mais importante, porém, é que existe um ar de eterna juventude nas modelagens que não apelam para o ultra curto ou o extremamente justo e que são igualmente sexy e femininas.
Amapô:

Uma marquinha mixuruca com afetações e ambições difíceis de compreender. Aonde vai e quem seria a mulher Amapô? E de onde vem o apoio financeiro necessário para participar do SPFW, ou mesmo para produzir suas peças horrorosas? Mistérios do mundo fashion brasileiro, que com toda probabilidade não me interessa desvendar! Em todo caso, não me surpreenderia ver esses trapos expostos nas araras de algum concept store aqui da cidade, mas enquanto tiver liberdade para dizer o que penso, continuarei a achar uma perca de dinheiro, energia e tempo investir nesta marca.
Huis Clos:

Branco, caramelo e dourado são as cores da coleção Huis Clos para o próximo inverno. Minha amiga consultora acha que mulher brasileira não usa branco no inverno, eu já nem sei. Em países como a Índia o branco é a cor do luto, já na Suíça evita-se esquiar de branco para não se confundir com a neve das pistas e correr assim o risco de ser atropelado por algum snowboarder assassino! Brasil nem chega a ter inverno então acho mais improváveis os mongolians e as peles. No geral a marca propõe um comprimento único que chega a homogeneizar os shapes. Tudo no joelho, sem excessos ou embelezamentos inúteis. Cortes fluidos e soltos, que não chegam nem a comprometer nem a exaltar a silueta feminina. É um chove, mas não molha. Um estilo belo, elegante, sofisticado, mas na maioria dos looks, falta sal.
2nd Floor:

Roupas para o dia a dia, streetwear. Os jeans em degradê são uma proposta interessante, assim como os trench coats. Moda mesmo, que é boa, faltou, mas tivemos uma visão geral do que os fashionistas baladeiros tupiniquins irão vestir no próximo inverno e, em total franqueza, não é que mude muito do que já está se usando. As camisas quadriculadas ainda não cansaram? Os ombros pontudos continuam um hit (difícil vê-los nas ruas, mas enfim, se desfilam é porque alguém os está usando, né?)? Fico feliz por não ter visto looks à la ‘boyfriend’ e pela cartela de cor bem desenvolvida com tons clássicos de cinza, preto e azul marinho.
Animale:


Com um atraso de mais de uma hora, Raquel Zimmermann abre o desfile da Animale. O pessoal, impaciente, agradeceu, mas saiu da bienal extremamente descontente. Parece que a bela não deu entrevistas. Em compensação, na festa post-show da marca, Raquel apareceu radiante e foi super simpática! Voltando à Animale, não sei se gostei da coleção. Essa duvida é um ponto a favor da grife que, geralmente, acaba com minhas esperanças na moda brasileira. Devo admitir que algumas experimentações ficaram legais, os looks vermelhos incendeiam e o desenvolvimento do tema foi bem realizado. Diante de tantas estampas digitais é difícil não pensar em marcas gringas, mas nas da Animale predominou uma quase monocromia esteticamente notável. O ponto fraco é como sempre a dificuldade de entender as modelagens e, em alguns casos, os tecidos utilizados. Lembro de um vestido da coleção passada feito de papel, que tivemos que descartar de nosso editorial para não correr riscos de destroçá-lo na hora de vestir a modelo. Essas peças possuem um valor na hora do show, mas não deveriam chegar às lojas nem aos showrooms!
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Postado em: 2010-01-21 15:43:18
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| SPFW - 3° dia - Brindes!!!! |
O terceiro dia de desfiles do SPFW foi caracterizado por...como dizer? Muita fumaça e pouca substância. Os brindes, óbvio, serviram para compensar, mas o que eu pessoalmente acho é que não se vai ao desfile para ganhar jabá. Lembro-me bem do que uma famosa editora italiana disse ao ver o enxame de gafanhotos (gafanhotas) se jogando sobre os brindes do desfile de Emilio Pucci (eram almofadas estampadas muito bonitas!) de algumas coleções atrás: “os sofás surrados agora vão ficar mais chiques; uma pena [os brindes] não serem vestidos! ”. Fiquei pasmo com o sarcasmo da moça (que abdicara voluntariamente ao seu ‘pillow’), mas hoje percebo quanto ela estava certa e quão fútil, antieconômico e pouco sustentável seja esse costume de presentear os convidados do desfile com tranqueiras. Hoje em dia quem dera fossem almofadas! Os presentinhos, reservados à nata da moda brasileira, são caixas de chicletes, presilhas para cabelo, camisetinhas promocionais, bolsinhas de tela, esmaltes multicolor...como se não bastasse estar sentado na primeira fila!
Obs. Todos os convidados ao desfile da Pucci tiveram direito a uma almofada, não só o pessoal do front row, logo a moral é: se é para esbanjar, que ao menos seja sem preconceito!
Desfiles de Terça feira dia 19 de Janeiro:
Iodice:

A Amazônia, suas borboletas, aves e sombras inspiram Waldemar Iodice sua coleção invernal 2010. O trabalho de drapejados, amarrados, cropados e ajustados define siluetas variadas, mas bastante triviais, onde o confortável tem lugar de honra. Sem abrir mão do estilo, a mulher Iodice desta estação ganha brilho e energia através de cores fortes como o laranja fluo e o roxo batata. Há peças conceituais, mas no geral o foco está no comercial.
Ronaldo Fraga:

Um desfile pra lá de artístico, homenageando a falecida coreografa alemã Pina Bausch. Embutido de significados e simbolismos como sempre, o conceito aqui é: seja o que quiser. Roupas pelo avesso, perucas de trás pra frente, cores, amarrações, estampas. Um melting pot não necessariamente imediato de se entender. Exatamente como um espetáculo de Pina! O inverno de Ronaldo requer um pulo no showroom para ser completamente compreendido.
Simone Nunes:

Quem diria que aquelas roupas cafonas de patinagem artística um dia se transmutariam em peças pensadas para o dia a dia da mulher moderna. Com isso não quero dizer que o resultado seja menos medonho. O trabalho de Simone continua com um ar de mal acabado, difícil de entender. Franjas, lamês, lurex, cut-outs, transparências e materiais elásticos, super justos, não deveriam misturar-se. A menos que não se esteja sobre uma pista de gelo dando piruetas e duplos mortais ao som de “Kalinka Malinka” ou “Total eclipse of the Heart”.
Fabia Bercsek:

Pelo visto os desfiles de terça estão tendo todos o mesmo "X factor": são chatos. Fabia Bercsek não surpreende. Tons sem graça, marrons, bois-de-rose e toques de cinza predominam em vestidinhos curtos, alguns até que bem estruturados, outros parecendo trapos jogados em cima da modelo. As botas e ankle boots vêm com tudo, mas prefiro não comentar os acessórios, pois nunca sabemos se fazem parte da coleção ou se são acervo da produção. Babados, cetins, alguns cirês (aff) e os tricôs finais garantem ‘aquele’ toque lúdico que é assinatura da designer. Francamente, outra marca que está na SPFW para encher lingüiça; melhor seria uma apresentação em showroom, mais conforme também ao tipo de publico alvo da marca.
Ellus:

Os meninos da Ellus descobriram como combinar tons primários com o preto. Viva!!! Looks escuros ganham detalhes vermelhos, azuis e amarelos. Mas com tanta fumaça na sala foi difícil entender o que estava se passando na passarela. Muito, muito, muito, MUITO parecido com o desfile da Costume National de Ennio Capasa - o italiano menos amado do mundo da moda - a Ellus traz shapes curtos, mangas 3/4 , ombros bem estruturados, alguns capuzes, muitos hot pants e o namorado da pop star Madonna que, para a ocasião, tomou banho, passou gel, arrumou a pele, mas não se barbeou e continuou com aquela carinha de cubano da laje. Me pergunto por qual motivo nenhuma grife ainda aproveitou da catástrofe haitiana para divulgar sua filantropia. A Ellus, por exemplo, poderia ter devolvido o cachê de Jesus para o Haiti, mas perdeu a chance!
Triton:

A Fórum, quer dizer, a Triton apresentou uma coleção divertida. Inviável, claro, mas engraçada. Alguns looks pareciam-se com os saltos pindáricos da Osklen, outros com os panos retalhados da Maria Bonita. Uma coleção bastante eclética, eu diria. Pelo que foi divulgado através do release da marca, a inspiração veio do bairro japonês Harajuku, famoso pelos personagens improváveis, imortalizados pelo livrinho de fotos Fruits da editora Taschen. Em especial, a grife propõe um modelo de Lolita que é um cruzamento entre “Emily, the strange” e heroína Manga versão militar. Os meninos ficaram todos com looks entre o palhaço Bozo e o escoteiro da animação UP. Ser divertido na moda requer ousadia e, nesse caso, um bom toque de loucura.
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Postado em: 2010-01-20 14:34:53
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| SPFW - 2° dia |
Chocado com a magreza de algumas modelos, andei me informando e descobri o que talvez seja a nova lenda metropolitana do mundo da moda. Na dúvida, espero que alguém mais ferrado no assunto entre em contato para esclarecer o que andam dizendo por aí sobre um tal micro chip que, implantado sob a pele e em sinergia com dieta e academia pesada, ajuda a 'secar' completamente o organismo. Só me pergunto como uma menina com praticamente massa corporal zerada consiga ir à academia e puxar ferro. Mistérios ou boatos, o mundo da moda é um universo repleto de surpresas!
Desfiles de Segunda feira, dia 18 de Janeiro
Maria Bonita:

Bonita só se for o nome porque a moda està deprimente. Tudo bem que a mulher Maria Bonita gosta de retalhos, costuras, decotes, assimetrias e associações de cores a esmo, mas o tom understated não vale o adjetivo conceitual para definir essa coleção sem sal. Sorry, mas nem com toda a boa vontade consigo ver uma proposta diferente e essa fossilização mata qualquer tesão. Talvez as clientes da marca já estejam na menopausa, e não queiram mais saber de sexo, vai saber... Ainda bem que não choveu hoje de manhã (o desfile foi externo) ou os looks “lambisgóia” teriam se transformado em “monstra da lagoa preta”!
Reinaldo Lourenço:

O Valentino Garavani brasileiro, sem toda aquela pompa ridícula nem o bronzeado ‘uva passa’, deixou o publico de seu desfile faapiano boquiaberto mais uma vez. Desde que cansou de trabalhar diretamente sobre referências européias, sua moda ganhou uma identidade bem bacana. Feminina ao extremo, com um pé na moda festa, suas criações hoje continuam seguindo tendências, mas a atenção aos materiais e aos shapes menos batidos faz toda a diferença. Militar é o trend, mas o que vimos desfilar na passarela ficou bem longe do exército de Balmains e Lanvins do Rio de Janeiro. Uma coleção que merece um pulo dos buyers até o showroom para que possa ser compreendida e analisada mais em detalhe.
Maria Garcia:

Uo’, simplesmente uo’. Me desculpe a querida Clô Orozco, mas esta coleção está longe de ser definida usável. Caimentos errados, comprimentos que destroem a silueta (abaixando e alargando), tecidos metalizados e acetinados com cara de fast fashion made in Taiwan. Se a referência foi a Zara, então querida, seria melhor começar a repensar no pricing destas peças. Puts, muito feio e para completar tinha até camiseta com frase de auto ajuda (não deu pra ler, mas considero camisetas com mensagens algo extremamente ultrapassado e irritante que deveria ter se extinguido depois daquela louca da Kaherine Hamnet)!
Alexandre Herchcovitch:

Com um quê de Anna Sui a mulher de Herchcovitch é um misto entre princesa uzbequistana e guerreira cruzada. Estampas orientais, cores de pedras preciosas, tricôs delicados que criam um efeito de armadura em volta do corpo das modelos, detalhes em filigrana e uma atenção quase maniacal com os shapes fazem desta coleção a melhor até agora. Fora isso, um time de top models brasileiras merece ser mencionado: Carol Trentini, Emanuela de Paula, Isabeli Fontana, Daiane Conterato, Aline Weber e Ana Claudia Michels deram um banho de passarela nas belezas frias e robóticas tão queridas aos stylists tupiniquins (a diferença entre uma menina que trabalhou com Galliano ou Chanel é berrante nessas horas!). E a musa do designer Geanine Marques, caretuda que chega a ser simpática, também apareceu na passarela. Voilà, uma arca de Noé bem sucedida!
Cori:

Está aí mais uma coleção vinda direto do impressionante arquivo da marca, uma das mais longevas da historia da moda no Brasil: 53 anos. Modelagens sérias, tradicionais, em uma palavra, clássicas. Não fossem alguns materiais como o couro e o denim délavé, os comprimentos curtos e alguns volumes menos batidos, as roupas poderiam ser totalmente atemporais. Isso não é de todo negativo, pois demonstra que é o produto e não as tendências (que podem ser passageiras) o principal foco da grife. Pena que por si só, isso não faz desta a coleção mais arriscada da temporada, nem a mais vanguardista, nem a mais elaborada e nem a mais bonita.
Forum:


“Black is the new black” e até aí tudo bem. Agora, as últimas coleções de Tufi Duek para a Forum vão além e tentam desengonçadamente sofisticar as siluetas inventando volumes e geometrias. Numa desesperada tentativa de (e)levar a marca a um patamar que explique, ou pelo menos justifique, os preços de seus vestidinhos, o estilista contratou a top Lara Stone para abrir e fechar seu desfile. Linda, menos raquítica das outras e feliz por estar trabalhando (veja o furo do fashionphobic do dia 13 de Janeiro), Lara é de longe o destaque mais importante da passarela da Forum. E mesmo que tenha acabado de deixar a clinica de detox (probleminhas com álcool), seu carisma é inegável. Pena não poder dizer o mesmo da marca tupiniquim para a qual veio ao Brasil.
Samuel Cirnansck:

Samuel é um dos queridinhos da moda brasileira: ousado, glamoroso, irônico e cheio de criatividade. Sua coleção inverno define uma mulher mobília, meio abat-jour, meio mesinha de centro. Com toques de edredom, almofadas e muito matelassê. Uma coleção à la “Viktor&Rolf” perfeita para uma Lady Gaga brasileña. Alta moda na aparência, mas prêt-à-porter na essência. Não sei se gosto desse dualismo e, por mais bizarra e divertida que tenha sido a passarela, prefiro as peças menos fantasiosas!
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Postado em: 2010-01-19 14:58:49
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| First look - Brasil |
Noticinha "furo"... Sérgio K., a marca de roupas preferidas por playboys e afins, contratou ninguém menos que Terry Richardson para fotografar sua nova campanha. O modelo escolhido é o ator Jonatas Faro, que posou para Terry hoje em NY.
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Postado em: 2010-01-19 02:13:38
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| SPFW toda a verdade - 1° dia |
As impressões do primeiro dia de São Paulo fashion Week, domingo, são as seguintes:
1. Decoração feia
2. Falta de conteúdo
3. Predileção para o mórbido
Vamos por partes.
1. A decoração, que usualmente segue um tema, desta vez foi praticamente reaproveitada da estação passada. Os caixotes brancos de papelão já estão sujinhos e as paredes criadas para delimitar as 3 salas de desfiles estão mais para off white do que para White! Tudo bem, afinal ninguém vem ao evento para ver a decoração e, além disso, a reutilização dos materiais possui um lado ecológico muito importante que eu, pessoalmente, aprecio bastante.
2. Já a falta de conteúdos como mostras, exposições e um ponto de internet, é mais grave. Esta edição do evento está pra lá de despojada; na verdade está pobre e muito pouco ‘user friendly’, se é que alguma vez o pessoal organizador foi ‘friendly’. Estranho um evento cobrar taxas de até 1 milhão de reais para seus expositores e deixar os convidados com a impressão que faltou verba. Senti falta da Natura e das Havaianas. O stand da Seda está analisando os tipos de cabelo das clientes e, graças ao bom Deus, a Melissa continua esbanjando bom humor e brindes.
3. Quanto à predileção pelo mórbido, bem, isso tem muito a ver com os desfiles e seus editores. Antes de analisá-los um a um, porém, permitam me dizer duas coisinhas sobre as modelos.
Para uma profissional perder peso pode ser perigoso, e disso todo mundo já está cansado de saber. Estações e polemicas passam, mas na realidade o que muda é pouco. Ontem se falou de massa corporal, hoje já não se sabe do que se trata. Tudo na moda é transitório? A resposta é sim. Na maioria das vezes, as meninas são forçadas por uma série de pressões psicológicas a emagrecer. Diga-se de passagem, que ninguém fala, ninguém diz, é tudo muito dissimulado, muito insidioso. Mas, às vezes, nem tanto. A verdade é que ser magro está na moda, é mais saudável, e as modelos têm que ser magras e altas sim. Por mais que revistas como a V Magazine proponham editoriais com modelos gorduchas, as roupas continuarão a cair melhor sobre corpos ‘secos’. O que está acontecendo nesta edição do SPFW, todavia, desorienta e ultrapassa todos os níveis (francamente bastante relativos na moda) do aceitável. Os braços, as costas e as pernas das meninas chegam a dar medo, o nível de magreza é descaradamente doentio. Não existe um biótipo humano assim. Pelo menos, não um biótipo saudável e compatível com a sobrevivência em longo prazo! Adotar este estereótipo como exemplar é insano, só pode ser loucura. E quem se responsabiliza? Ninguém. Editores de moda e diretores de casting não podem dar sempre a culpa no designer. Pelo menos não aqui no SPFW, pois quem manda por estas bandas são eles, os “fofos” por natureza que, escolhendo modelos esqueléticas, pavorosas, deformadas e chamando-as de “belezas diferentes”, carburam seus egos tão inchados quanto suas barrigas. Deste jeito eles afirmam ao mundo, através de desfiles e capas de revistas, que a moda é essa e que isso agora é moda. É esse o poder destas pessoas. Desculpem-me, para mim isso não é moda, não é poder, não é talento. Isso não passa de uma incapacidade profunda de lidar com suas frustrações físicas pessoais! E agora, espaço aos desfiles.
Domingo 17 de Janeiro:
Cavalera:

O inverno da Cavalera repropõe o rock. Com toque punk. Difícil dizer mais. Roupas pensadas para meninos e meninas rebeldes, que não curtem moda, que não possuem personalidade própria, mas que se vestem para pertencer a um grupo ou tribo e assim, de alguma forma, absorver um estilo. Defino este conceito uma antítese da moda, mas enfim, excesso de liberdade criativa misturada a falta de bom senso do consumidor levam a isso. Se o Rio tem sua moda praia, São Paulo tem sua moda trash!
Osklen:

A procura por um conceito continua sendo a essência da marca, que para o próximo inverno desfila coisas absurdas, estranhas, sinceramente feinhas. Mas o desfile da Osklen foi mais do que isso. A procura por um estilo novo, visionário, produz looks surpreendentes e de vanguarda com volumes localizados e geometrias acentuadas. Ombros retos e linhas bem definidas agradam. A cartela de cor traz muito cinza chumbo, alguns tons acesos tirados do pôr do sol de uma tarde de inverno e marrons queimados. As estampas digitais fazem sucesso quando aparecem menos. Os looks femininos geralmente são mais bem concebidos do que os masculinos.
Priscilla Darolt:

Ràpida, essencial e focada na feminilidade, assim pode ser definida a coleção de Priscilla Darolt para a nova temporada 2010. Branco, preto e estampas digitais em tons frios que vão do azul celeste ao roxo batata. Modelagens curtas, com detalhes bem marcados como golas xale ou golas altas, quase sempre sem manga. O inverno é mais um verão boreal, mas tudo bem, em tempos de calamidade climática tudo é licito.
FH por Fause Haten:

Enigmática e perturbadora, essa coleção não tem pé nem cabeça mas destaca-se por uso de pelos. Nossa o que foi isso? As meninas foram soterradas por trapos de cetim, lã pesada, lamé, tafetá, muita lantejoula, mongolian, raposas prateadas (ou uma espécie de gambá que se assemelha a elas). Tudo berrava ‘sobreposição’ e eu achei medonho sob vários pontos de vista. O principal, porém resta o lado fashion que não teve relevância alguma. Nada inovador ou esteticamente ousado, o desfile de Fause Haten mostrou uma mulher na melhor das hipóteses esquizofrênica, cafona e ostensiva. E, ao ouvir as reclamações das modelos em fila antes de sua última saída, as roupas não são só feias, mas também super incômodas.
Mario Queiroz:

O desfile de Mario junta bom humor, nostalgia e rock. Atmosferas inspiradas na Londres oitentinha se traduzem em looks bem estilizados, coloridos, ricos em detalhes. Perfeitos seja para o neo dandy quanto para o garoto pseudopunk. Gostei, achei a coleção bem variada e bem desenvolvida com peças mais comerciais e fáceis de encaixar no guarda-roupa atual dos jovens metropolitanos. Os sneakers Puma ajudaram a criar o estilo cool e sofisticado.
Rosa Chá:


Como antecipado pelo fashionphobic (furo do dia 13), Chanel Iman desfilou para a Rosa Chá de Alexandre Herchcovitch. Resta entender o quê ela teria desfilado ou, mais em geral, o que foi concebido pela marca para o próximo inverno. Gente, assustei. A menina é magra, muito magra, parece um espaguete, literalmente. Isso eu já sabia, pois jantei com a bela em NY dois anos atrás e tive o desgosto de não vê-la tocar no maravilhoso prato de linguini ao pesto do “Da Silvano”. Voltando à coleção eu sinceramente não saberia o que dizer a não ser que um body não é uma versão invernal de um maiô e um biquíni asa-delta não faz algum sentido nessa temporada. Acho que a marca deveria voltar ao velho costume de desfilar uma só vez por ano!
Colcci:

Minha marca favorita do SPFW. O motivo principal para que todo esse circo aconteça. A campeã das campeãs em vendas no Brasil. A grife’ oráculo’ de tendências. A maior ditadora de estilo. Ai, que tudo!!!!! Tirando o fato de ser realmente campeã de vendas no Brasil e por isso automaticamente isenta de resenhas e críticas, o resto não passa de puro sarcasmo. A notícia principal desta estação é que a filantropa Gisele (que fez questão de declarar à mídia o quanto ela e seu marido-bofe doaram para as vitimas do terremoto do Haiti) não pôde desfilar (está gordinha devido à gravidez) para a marca chumbrega. Em seu lugar a substituta oficial Alessandra Ambrosio galgou a passarela da Colcci e despertou ovações na platéia de ‘amigos da grife’. Conselho a XL: fica esperta menina, depois da Victoria Secrets e agora da Colcci, virão as campanhas internacionais e o amor de Mario Testino, Ana Wintour e Carine Roitfeld!hahahaha.... |
Postado em: 2010-01-18 16:46:27
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| VI e último dia de Fashion Rio |
Último dia de Fashion Rio e o que temos em mãos é uma moda estranha, diferente, por vezes bizarra, mas num todo regrada por uma série de constantes. Algo que, pode-se dizer, segue uma tendência. Se por um lado muitas grifes reinterpretaram passadas coleções européias, vimos também em numerosas outras passarelas, a vontade clara de fugir do obvio (surfwear/moda praia) sem, no entanto, renegar esse que é o verdadeiro DNA carioca. Experimentações têxteis mixaram o esportivo e o sofisticado e, algumas vezes, tiveram um êxito surpreendente. Outras vezes o frescor de novos talentos reinventou uma moda que estava batida, dando vida às marcas decadentes. Encerra-se assim mais uma edição do Fashion Rio.
Seguem enfim os desfiles do dia 13:
Nica Kessler:

Estreiante, Nica possui uma forte energia, mas excede e transforma sua primeira passarela num conjunto heterogêneo de shapes, cores, estilos. Desfiles não deveriam dar enchaqueca, e esse deu. Difícil escolher dois looks emblemáticos, com tanta bizarrice rolando na pista, mas babados, pompons, plumas, lurex, estampas, tachas, cabelões frisê, laços e acessórios gigantes, fizeram deste o desfile mais maximalista da estação. Duvido que o maximalismo volte a ser tendência!
Patachou:

Gostei do processo de elaboração e construção dos shapes, quase sempre acinturados, mas extremante inovadores e originais. São os novos vestidos casulo! Balonês, drapeados, tricotados, sempre na metade da coxa, eles envolvem a mulher como numa nuvem, num algodão doce ou, nos casos mais pesados, num cobertor de cashmere. Tecnicamente, estilisticamente e comercialmente um sucesso.
Andrea Marques:

A designer sabia o que estava fazendo quando começou a montar a coleção ou os looks foram ‘brotando’ em sua cabeça randomicamente? Fruto de uma personalidade criativa múltipla, o desfile de Andrea confundiu ou tentou preencher lagunas. No caso, todas as possíveis lagunas da moda brasileira. Supérfluo dizer que faltou um fil rouge bem delineado. Rica em antíteses a coleção mostra uma mulher bipolar (talvez Rivotril dependente) que hora sente-se poderosa, sensual, fatal, hora singela, tenra, romântica. E não faltam looks para a mulher que trabalha, para a mãe/dona de casa ou para a madame que só se preocupa em encaixar a manicure entre o almoço com amigas e a tarde de shopping, antes do fim de semana em algum SPA. Em todos os casos, uma mulher que gosta de cetim, acetinados e afins (cor de abobora, mostarda, azul pacifico). Evidentemente uma das coleções mais atuais e realistas do evento carioca.
New Order:

Hahahaha, as roupas que desfilaram só serviram como “moldura” para a coleção de acessórios da marca... ainda bem, porque entre uma chave de cadeia e uma chapeuzinho vermelho, realmente a moda estava mais para fantasia de carnaval do que para loja de shopping center (se bem que muitas lojas de luxo dos shoppings vendem roupas que se parecem muito com fantasias de carnaval!). Bem, a coleção New Order se inspirou no universo canino, mas só quem se concentrou nos acessórios pode dizer se é assim mesmo ou não. Eu fiquei vidrado nas roupas absurdamente ridículas e não consegui prestar atenção em mochilas, sapatos, correntes e penduricalhos. Veja bem, desfile de acessórios! E precisa?
Alessa:

Notas musicais, iPods tocando, lp’s pendurados no pescoços das (pobres) modelos... ui ui ui..só faltou a gravata teclado e o show teria sido perfeito para um filme paródia do mundo da moda. Isso porque na realidade a coleção Alessa não passou de um copy and paste de shapes e estampas. Não gostei, achei fraca. Vestidos camiseta cansam. Tudo bem que a mulher Alessa não passa de uma dondoca pseudo hippie que adora passar as tardes na praia, mas esse tipo de moda sinceramente já deu o que tinha que dar. Originalidade, luxo e harmonia faltaram completamente. Volta pro mar, oferenda!
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Postado em: 2010-01-14 17:47:32
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| V dia de Fashion Rio |
Desfiles do dia 12:
Redley:

A coleção de inverno da Redley me agradou muito. A moda surfe se transforma em conceito . Poucas cores, muito contraste entre branco e preto, shapes sofisticados e bem ajustados. A mudança no aparato criativo da marca deu bons resultados. Tecidos técnicos aparecem, mas o que realmente impressiona é a elaboração bonita dos looks que não deve ter requerido grande esforço do stylist. As estampas digitais da Redley merecem destaque, assim como os cortes limpos e gráficos.
R.Groove:

O homem da R. Groove pode-se definir um surfista dandy. Cores do universo feminino permeiam a passarela, com shapes que acenam à alfaiataria dirigidos essencialmente ao sensual. Garotos que gostam de transparências vão amar a coleção, já suas namoradas não muito. Peças concebidas para vangloriar o estereótipo “bonitão carioca” aparecem em todos os looks. E, como se as transparências não bastassem, surgem camisetas, bermudas e leggings ultra justos, pensados para evidenciar cada músculo do corpo que, obviamente, deve estar saradíssimo.
Teca:

Para o inverno 2010, o espírito nordestino de Helô Rocha quis agradar suas clientes. Não inovou, mas se manteve antenada com as tendências do momento. Looks de inspiração dark holiwoodiana, vampiresca a la ‘twilight zone’. O foco são os ombros e as pernas, os comprimentos curtos e os shapes bastante óbvios. Destaque para os casaquinhos e jaquetinhas que certamente virarão hit. Do ponto de vista fashion (onde por fashion entende-se certo vanguardismo e capacidade de inovar, criando propostas originais e estilos inéditos) a coleção foi um verdadeiro desastre.
Espaço Fashion:

A Espaço Fashion quis explorar o espaço galáctico. Se desdobrou para superar a barreira do espaço-tempo e o que obteve foi uma coleção fraca, sinceramente brochante. Os diretores criativos para tentar esconder seu próprio descontentamento resolveram então investir pesado nas modelos, e conseguiram reunir um casting bem famoso: “la”Trentini, Barbara Berger, Viviane Orth, Ana Beatriz, Ana Claudia, Daiane e até a desaparecida Juliana Imai (linda como sempre!). Foi só isso que ficou impresso na memória saindo do desfile.
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Postado em: 2010-01-13 16:47:36
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| As guest stars do SPFW |
A estação fashion invernal em SP está chegando e o clima não poderia ser mais quente. Não só em termos de temperatura meteorológica, mas também nos desfiles. Algumas notícias extrapolaram e chegaram ao fashionphobic. Todas têm a ver com as special guests da temporada, as modelos gringas LARA STONE, JESSICA STAM e CHANEL IMAN posicionadas respectivamente em 3°, 5° e 15° lugar no ranking do site models.com. Como sempre, é necessário discernimento e um pouco de ceticismo nessas horas, mas as fontes do fashionphobic são extremamente confiáveis. Parece que Chanel Iman está vindo ao Brasil para fotografar a nova campanha da Rosa Chá. Também fará o desfile da marca com exclusividade e um editorial para uma famosa revista tupiniquim. Já Lara Stone clicou em Dezembro passado a nova campanha da grife Forum, fotografada por Tom Munro, e vem a São Paulo com exclusividade da marca. Quanto a Jessica Stam, a notícia de sua vinda ao Brasil é mais misteriosa, baseando-se quase que inteiramente num “tweet” que a modelo deixou semana passada em seu Twitter, sem todavia especificar para que marca fora contratada, nem com qual intuito (campanha, desfile, editorial?). Acredito que, de todos, esse talvez seja o mais provavel boato criado pra desviar a atenção das outras surpresas. Veremos. Em todo caso, o que está claro desde já é que as agencias internacionais estão precisando de grana e as modelos têm que trabalhar, independentemente de quem seja o cliente ou de onde ele se encontre: o importante é que os cachês sejam pagos! Os tempos se anunciam ainda mais difíceis para as modelos brasileiras. Já tendo perdido espaço nas passarelas internacionais da última temporada, agora terão que enfrentar a concorrência em sua própria casa!
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Postado em: 2010-01-13 01:46:26
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| IV dia de Fashion Rio |
Marcados pela polêmica e conflitos de interesses entre os organizadores do Fashion Rio e do Fashion Business que acontecem ao mesmo tempo na cidade maravilhosa, os desfiles cariocas continuam a agitar o povo fashion tupiniquim.
Desfiles do dia 11:
Acquastudio:

Uma coleção inverno escultural, volumétrica, arquitetônica. Infelizmente pouco prática, mas muito, muito experimental e com ares de alta costura. Vestidos de festa que lembram flores, como as campânulas e os brincos-de-princesa. Dizem por ai que foram Lalique e seus vasos a inspirar a coleção, cuja cartela de cores apresentou muito bois-de-rose, branco e preto. Gostei da cara pouco brasileira dos produtos, aparentemente bem acabados e minuciosamente estudados.
Claudia Simões:

Eis aqui uma designer que poderia ter saído do atelier de Dries van Noten. Sua coleção segue o exemplo do designer belga, que em suas últimas coleções brincou bastante com cores oxidadas, estampas digitais e geometrias über sofisticadas. Claudia agrega o uso de materiais técnicos, típicos de sportswear, como o neoprene, mas sabe o que faz e jamais exagera nem cai no óbvio. Uma coleção diversificada, rica, alegre e estilosa.Brava!
Maria Bonita Extra:

Existe algo nas coleções da Maria Bonita Extra que me perturba. A mulher menininha, graciosa, romântica, me dá medo! E acho que em parte, essa é também a intenção da designer. Longe de ser uma Vivienne Westwood, porém. Falta o humor! Cores bonitas, cortes acinturados, comprimentos curtos, tecidos que vão desde a seda mais fluida ao veludo pesado. Aparentemente tudo muito bonito, fresco e girlie... como no começo de um filme de David Lynch!
Juliana Jabour:

Juliana Jabour focou nos shapes, desenhando roupas mais interessantes e se afastando dos vestidinhos moda praia que tanto lhe fizeram bem no começo da carreira. Isso é bom, pois demonstra que todos podem amadurecer. E o jeito mais simples para fazer isso é se antenar com as tendências globais que hoje ditam militar, tachas de metal, rigor e um toque de fetiche. As leggings super coloridas em vinil roubam a cena e dão um toque agressivo à coleção.
TNG:

O que dizer do equivalente carioca da Colcci? Bem, pra começar que pelo menos eles não apelam a um time de super modelos para desfilar seus trapos: a TNG prefere atores de televisão. Afinal esses estão mais em sintonia com o jeito carioca de ser da marca. O novo designer, Mauricio Ianês diz que explorou o mundo ártico, especialmente as culturas indígenas do Canadá e do Alaska, para criar essa coleção marcada por camisas quadriculadas vermelho e preto em flanela e grafismos inuits (bem clichês) estampados em maxi camisetas/vestidos. Ui, ui, ui... faltaram um igloo, um esquimó e os ursos polares! Ah, e faltou o frio também.
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Postado em: 2010-01-12 15:26:56
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| III dia de Fashion Rio |
Domingo, dia 10 de Janeiro, desfilaram as seguintes marcas:
Patricia Vieira:

Não escondo minha admiração por Patricia Vieira, uma artista verdadeira que se especializou no trabalho impecável do couro e hoje, em suas criações, consegue transmitir minúcia e maestria a todas as suas roupas, e a todos os tipos de tecido. A coleção de inverno mistura uma moda cinquentinha a looks mais de rua, easy to wear, posicionando volumes e trabalhando com caimentos de maneira original e muito bom gosto. Talvez não seja considerada a coleção mais vanguardista pelos ‘experts’ de moda, mas seu valor é indiscutível e a qualidade das peças obvia e imediata.
Mara Mac:

Comercialmente falando a coleção é super bem bolada. Estilisticamente falando, também. Bem, gosto não se discute então, ao menos digamos que reflete um pouco mais a realidade do clima brasileiro. Mais do que contra o frio a mulher Mara Mac se protege da chuva. Tecidos tecnológicos saídos do universo náutico são perfeitos para isso. E náutico foi também o tema da coleção que se inspirou no documentário ‘Mar Sem Fim’ de Amyr Klink. Cores oceânicas, com direito a colete salva-vidas em destaque laranja elétrico predominaram na passarela. Em suma, uma coleção bem desenvolvida, cool e muito sofisticada.
Filhas de Gaia:

Compaixão é o que eu deveria sentir nesse momento pelas ‘criativas’ filhas de Gaia. Mas não consigo. A coleção Balenciaga ss 08, com volumes estruturados nos quadris e nos ombros, ainda está rendendo cópias! Claro, não tudo é fake Balenciaga, tinha também um Lanvin e dois ou três Balmain’s! Horripilante, estou com vontade de vomitar... o único conjunto que teoricamente se salvaria, cria um efeito destruidor na barriga de qualquer pessoa: calça azul royal com top “baby doll” cinza e casaquinho reduzido (mas bem mais comprido do que um bolero tradicional) preto. Putz!
Cavendish:

“Cetins, acetinados e afins” assim deveria se chamar a coleção. Renovando a paixão de certas mulheres brasileiras por tecidos soltos, frescos e fáceis de tirar do corpo, a coleção inverno Cavendish se inspirou nas colhedoras de chà. Gostaria de conhecer um pouco mais sobre o assunto, pois a única coisa que me remeteu ao mundo dos chàs foram os chapeuzinhos em forma de sachê! Todavia não descarto a inteira coleção, pois gostei da cartela de cor, com tons alegres e femininos e o desenvolvimento do shape, com cintura mais baixa, na altura do quadril. Muitos babados e metalizados poderiam ser facilmente substituídos, mas enfim, numa escala de 0 a 10, a coleção fica com um belo 6.
Graça Ottoni:

Graça Ottoni trabalhou com casacos: em verde, cinza e beges, em tricô, com ou sem e faixa na cintura, soltos e volumosos, geralmente curtos como, em ultima analise, sua inteira coleção. Diante de tal limitação geralmente minha primeira reação se resume a um grande OPS. Sinceramente não acho que essa ultra especificidade faça bem à moda, mas se a alternativa é uma salada de frutas então dos dois males opto pelo menor: coleção enxuta. Tirando os últimos looks, os longos ‘moda festa’, claro!
Coven:

Quando li o release da marca fiquei estupefato. Inspirando-se numa obra de Goya - "Os Desastres da Guerra" - re-interpretada pelos irmãos Chapman, representa talvez o que há de mais bizarro no mundo da moda. Não vou entrar em mérito a escolha de temas tão pouco conhecidos, que acena descaradamente à erudição, mas acho que diante do que todos viram desfilar teria sido mais apropriado dizer que o inverno 2010 da Coven se inspirou nos looks militares e nos trajes circenses. Imediato, simples, eficaz. Ponto. Qualidades que, porém, não foram traduzidas em looks. Tudo com forte identidade brechó, em sua maioria deja-vu. Complicado definir, vimos modelos Gareth Pugh e Nicolas Guesquiére na mesma passarela. Preto, verde-militar, denim e marrons foram as cores que dominaram essa passarela eclética.
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Postado em: 2010-01-11 23:24:05
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| II dia de Fashion Rio |
O segundo dia no pier Maua' traz novidades interessantes.
Desfiles do dia 9:
Walter Rodrigues:

O desfile de Walter Rodrigues possui rigor militar. Cortes essenciais, retos, tecidos mais quentes e pesados, muitas abotoaduras. Os shapes têm um quê de oriental, como diz o próprio release da marca , inspirados numa antiga arte marcial chinesa, o kenpo. No geral são cortes fluidos, bem femininos e longos. A cartela de cores privilegia tons soturnos, às vezes queimados, com predominância do preto e pinceladas de marinho ou verde-militar, roxo batata e até um total look vermelho fogo. Os casacos compridos, que mais se assemelham a mantas dão um toque sofisticado e glamoroso. Uma estola em silver fox teve efeito sensacionalista, mas totalmente dispensável.
Cantão:

O release da marca pregava inspiração a partir de uma viagem para Istambul, mas, francamente, Paris e seus designers me parecem ter servido mais como fonte de ‘referências’ para essa coleção. Claro, não faltaram cores, patchworks e até certo espírito suk, mas repito, o que desfilou foi uma re-elaboração de Kenzo com modelagem Balmain e estampas Léonard. Malhas geométricas, à la Missoni, ainda aparecem e uma cartela multicolorida revela o espírito hippie descolado da consumidora Cantão. Resultado: fogos de artifício podem obscurar falhas criativas.
Lucas Nascimento:

O estreante Lucas Nascimento, radicado em Londres, se especializou num tipo de trabalho bastante específico, o do tricô, um nicho a ser preenchido na moda brasileira, carente seja na parte técnica quanto em matérias primas (as malhas invernais comumente encontradas em lojas como a Osklen são de acrílico, ou se passam por cashmere sendo na verdade um mix de angorá e outras fibras!). Lã Merinos é cara, mas faz toda a diferença. Além disso existem também lãs frias, linhos, sedas e algodões rústicos ideais para o verão, então realmente não entendo porque a malharia brasileira esteja tão atrasada. Dito isso, achei as modelagens de Lucas, bastante conceituais, à la Balenciaga ou Prada para citar alguns nomes, mas modernas e bem desenvolvidas. Para ser um novato, me pareceu melhor do que muitos (leia-se: maioria dos) ‘residentes’. To keep an eye on!
Printing:

“Se antes era Marni, Marc Jacobs e Prada que serviam de referência e inspiração, agora é a vez da Lanvin.” Palavra do jornalista oficial do evento, Luigi Torre. Dito isso, acho que resta pouco a se acrescentar. A coleção é uma replica dos trabalhos de criação de Alber Elbaz, com toques de Chris Decarnin. Se estiver no Rio, não tiver muita grana, quiser aparentar ser algo que não é, então essa é a marca feita para você mulher Printing!
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Postado em: 2010-01-11 18:11:32
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